Discorrer sobre o Santo Sudário é adentrar em um terreno pantanoso, repleto de narrativas fantásticas muitas das quais propagadas por pessoas piedosas que sequer as haviam vivenciado, mas que escutaram de alguém aquilo que receberam de um outro que ouviu de um terceiro... Tal fissura só foi possível devido à ausência de registros seguros tanto nos Evangelhos – os quais nos legaram pouquíssimas informações a esse respeito ou para centrar-se no essencial, a ressurreição do Senhor, ou para não ter de reproduzir e propagar um ato banal no seio daquela sociedade –, quanto na história dita oficial, muitas vezes também preocupada com o incomum e o diverso. Buscando preencher parte dessa lacuna, Jack Brandão, pesquisador da questão há mais de 30 anos, busca levar seus leitores, nesta obra, a perceber a importância de se entenderem as partes para a compreensão do todo. Assim, apresenta-nos, de maneira verossimilhante, a possível origem do tecido – desde a plantação do linho no Egito, sua manufatura nos teares sírios até sua chegada à Jerusalém –, os meios empregados para salvaguardá-lo e protegê-lo dos inimigos da fé, bem como sua elevação a objeto científico, a partir da fotografia de Pio Secondo, em 1898. Assim, empregando o tecido de linho como personagem principal de sua saga, teremos não só uma viagem pela história do Santo Sudário, como também pelo surgimento e desenvolvimento da Igreja, sua história, seus anseios e seus conflitos no interior do Império Romano e Persa. Portanto, Jack Brandão propõe a seus leitores questionamentos e reflexões sobre tudo aquilo que, realmente, conhecem da história de Jesus, a Imagem de Deus que se fez carne, bem como de seu legado, difundido por seus discípulos.

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